DICAS PARA UMA GESTÃO FINANCEIRA EFICIENTE

Você realizou o sonho de abrir a sua empresa e ela está “a todo vapor”. Porém, tão importante quanto se preocupar em fazê-la crescer é a preocupação em construir uma Gestão Financeira eficiente.

Pensando nisso, o Blog Contabilidade Fácil disponibiliza um resumo com algumas das principais ferramentas consideradas essenciais ao bom controle financeiro, ao planejamento dos negócios e à correta estruturação financeira de uma empresa. Confira!

1. Lance mão de um Controle de Caixa

Podemos dizer que esse controle é de vital importância para a sua empresa. Por meio dos registros de entradas e saídas de recursos realizados, podemos conhecer a origem e o destino de todo o dinheiro movimentado pela empresa diariamente.

2. Controle também os saldos em seus Bancos

A finalidade de tal controle é registrar as entradas e saídas de valores na conta bancária da sua empresa, permitindo estar sempre atualizado em relação ao saldo mantido em banco.

3. Controle de contas a receber

Diante de tal controle será possível você obter informações sobre:

a) Montante dos valores a receber;
b) Contas vencidas e a vencer;
c) Clientes com atrasos nos pagamentos;
d) Como programar suas cobranças.

4. Controle das contas a pagar

Possibilita que o empresário fique permanentemente informado sobre:

a) Vencimento dos compromissos;
b) Como estabelecer prioridades de pagamento;
c) Montante dos valores a pagar.

Diante dos controles acima expostos será possível construir um relatório essencial para as finanças de sua empresa, o Fluxo de Caixa. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele?

5. Mantenha um Fluxo de Caixa atualizado

Um fluxo de caixa nada mais é do que uma projeção das entradas e saídas de recursos financeiros para determinado período, visando, a exemplo, prever a necessidade de se captar empréstimos para cumprir com as obrigações financeiras, ou aplicar excedentes de caixa em operações mais rentáveis do que numa simples conta-corrente.

Podemos descrever como objetivos principais do Fluxo de Caixa:

a) Proporcionar o levantamento de recursos financeiros necessários às operações econômico-financeiras da empresa;
b) Utilizar, da melhor forma possível, os recursos financeiros disponíveis na empresa para que não fiquem ociosos, estudando antecipadamente a melhor aplicação, o tempo e a segurança dos mesmos;
c) Saldar as obrigações da empresa nas datas de vencimento;
d) Analisar as fontes de crédito que proporcionam empréstimos menos onerosos, no caso de a empresa necessitar de recursos;
e) Desenvolver, na empresa, o controle dos saldos de caixa e dos créditos a receber;
f) Buscar o perfeito equilíbrio entre entradas e saídas de recursos de caixa da empresa;
g) Manter a empresa em permanente situação de solvência.

O Fluxo de Caixa é mesmo uma ótima ferramenta, não é mesmo? Clique aqui e tenha acesso a um modelo de Fluxo de Caixa para implantação na sua empresa.

6. Atente-se aos custos da sua empresa

Todas as empresas, independentemente da área de atuação, possuem gastos. Esses gastos se subdividem genericamente em custos, despesas variáveis e despesas fixas, e a sua análise é necessária para a apuração correta da lucratividade, bem como para um gerenciamento financeiro mais eficiente.

Abaixo descrevemos de forma resumida o conceito de cada um desses gastos:

a) Custos: os custos referem-se aos gastos efetuados com materiais e insumos utilizados na produção do bem, no caso da indústria, com aquisição da mercadoria a ser revendida, no caso do comércio, ou aquisição de material a ser utilizado na prestação de serviços;
b) Despesas variáveis: são aquelas que variam proporcionalmente ao volume produzido (na indústria) ou ao volume vendido (comércio e serviços). Assim, só haverá despesa se houver venda ou unidades produzidas. São exemplos dessas despesas: comissões sobre vendas, impostos, entre outras;
c) Despesas fixas: são aquelas cujo total não varia proporcionalmente ao volume produzido (na indústria) ou ao volume de vendas (comércio e serviços). Assim, independentemente de ter alguma quantidade produzida ou venda realizada, elas existem. São exemplos: aluguel, honorários de contador, salário dos funcionários, entre outras.

7. Demonstração do Resultado

Trata-se de uma ferramenta utilizada para realizar a análise econômica da empresa e apurar o lucro operacional por determinado período. Conhecida como DRE – Demonstração do Resultado do Exercício, é composta pelas vendas totais, custos, despesas variáveis e despesas fixas, permitindo determinar a margem de contribuição, o ponto de equilíbrio e o lucro operacional da empresa.

A Margem de Contribuição (MC) é a diferença entre a Receita Total (Vendas Totais da empresa) e os seus Gastos Variáveis (custos e despesas). Pode-se entender que a Margem de Contribuição é a parcela da receita total que ultrapassa os custos e despesas variáveis, que contribuirá para cobrir as despesas fixas e, ainda, formar o lucro.

Logo, a fórmula para obtenção da Margem de Contribuição é a seguinte:

MC = RT – (CV + DV)
Em que:
MC = Margem de Contribuição;
RT = Receita Total;
CV = Custos Variáveis;
DV = Despesas Variáveis.

Já o Ponto de Equilíbrio (PE) é o valor das vendas que permite a cobertura dos gastos totais da empresa (custos, despesas fixas e despesas variáveis). Nesse ponto, os gastos totais são iguais à receita total da empresa, ou seja, a empresa não apresenta nem lucro nem prejuízo, o que significa que qualquer valor que a empresa gere acima do Ponto de Equilíbrio estará gerando lucro para ela.

O Ponto de Equilíbrio é importante para responder, por exemplo, às seguintes perguntas:

a) Quanto terei de faturar para conseguir pagar todos os gastos da minha empresa?
b) Quantas unidades terei de produzir/vender para ter lucro?

Existem algumas formas de determiná-lo, porém, ambas são igualmente efetivas:

a) Ponto de Equilíbrio Econômico/Financeiro:

PE = (DF/MC) x VT
Em que:
PE = Ponto de Equilíbrio;
DF = Despesas fixas;
MC = Margem de Contribuição;
VT = Vendas Totais.

b) Ponto de Equilíbrio em Unidades Produzidas:

PE = (DF x VT) / (PV unit – (Cunit + DV unit))
Em que:
PE = Ponto de equilíbrio;
DF = Despesas fixas;
VT = Vendas totais;
PV unit = Preço de venda unitário do produto;
C unit = Custo unitário do produto;
DV unit = Despesa variável unitária.

c) Ponto de Equilíbrio Contábil em quantidade:

PECq = CF / (PVunit – CVunit)
Em que:
PECq = Ponto de Equilíbrio Contábil em Quantidade;
CF = Custo Fixo Total;
PVunit = Preço de Venda unitário;
CVunit = Custo variável unitário.

Ou ainda,

PECq = CF / MCunit
Em que:
PECq = Ponto de Equilíbrio Contábil em Quantidade;
CF = Custo Fixo Total;
MCunit = Margem de Contribuição unitária.

d) Ponto de Equilíbrio Contábil em reais (R$):

PEC(R$) = PVunit x PECq
Em que:
PEC(R$) = Ponto de Equilíbrio Contábil em Reais;
PVunit = Preço de Venda unitário;
PECq = Ponto de Equilíbrio Contábil em quantidade.

Ou ainda,

PEC(R$) = (PVunit x CF) / (PVunit – CVunit))
Em que:
PEC(R$) = Ponto de Equilíbrio Contábil em Reais;
PVunit = Preço de Venda unitário;
CF = Custos Fixos;
CV = Custo Variável unitário.

Seguindo as dicas acima expostas você será capaz de montar uma estrutura de controle financeiro enxuta, porém, muito eficiente para a gestão da sua empresa. Não as deixe de lado!

Você ainda possui alguma dúvida sobre o tema ou gostaria de compartilhar conosco as suas experiências? Deixe o seu comentário abaixo.

Abraços e até a próxima!

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