TRABALHAR COMO PJ, PESSOA JURÍDICA, VALE A PENA?

É possível se perceber no mercado que várias empresas têm optado por contratar profissionais para trabalhar como PJ – Pessoa Jurídica. Ainda, há muitos profissionais, principalmente das áreas de criação, desenvolvimento, tecnologia, comunicação, entre outras, que apostam nessa modalidade de prestação de serviços.

Tal modalidade de contratação pode trazer vários benefícios tanto para a pessoa que está contratando os serviços, que reduzirá custos, a exemplo, trabalhistas; quanto para o profissional que está interessado em ser contratado, especialmente em termos de salários, que costumam ser mais altos dos que os de profissionais contratados com carteira assinada.

Tal situação é muito tentadora, não é mesmo? Contudo, é importante conhecer mais sobre o assunto para decidir se realmente vale a pena trabalhar como PJ. Caso esse seja o seu desejo, confira abaixo algumas dicas que vão lhe ajudar bastante nessa tomada de decisão.

1. Uma empresa pode demitir um funcionário para contratá-lo como Pessoa Jurídica?

Se a empresa propuser a você trabalhar todos os dias, com controle de jornada, reportar-se a um chefe e ter remuneração fixa todo mês, legalmente, ela deve fazer a contratação de acordo com a CLT e, se não o fizer, estará agindo fora da lei.

Todavia, caso o empregado aceite tal condição, não estará infringindo nenhuma regra. Cabe a ele a decisão de até que ponto vale a pena aceitar ou não a proposta realizada.

2. Investir em uma Previdência Privada pode ser uma grande vantagem

Um trabalhador contratado com “carteira assinada” tem benefícios garantidos pela CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, tais como previdência social (INSS), férias, 13º salário, vale-transporte, alimentação, seguro-desemprego e outros. Já um autônomo, contratado como PJ, na maioria dos casos, recebe apenas o salário acordado no ato da contratação.

Imagine que, por ironia do destino, aconteça algum imprevisto e você necessite ficar afastado de suas atividades profissionais. Para minimizar esse risco, o investimento em uma previdência privada é muito indicado, pois será uma garantia de dinheiro extra que o ajudará a superar tal imprevisto. Ninguém sabe o dia de amanhã e, como já dizia o ditado: “o seguro morreu de velho”.

3. Tenha um contador de confiança

Trabalhar como PJ não significa simplesmente abrir uma empresa e emitir uma nota fiscal para o seu cliente. Existem diversas outras obrigações que quem pretende trabalhar como autônomo precisa cumprir como, a exemplo, o pagamento de impostos, o envio de declarações assessorias ao município, estado e união, dentre outras.

Para que você não se enrole e tenha problemas futuros com o fisco é muito recomendado contratar os serviços de um contador confiável que possa fechar as suas contas mensais, manter-lhe atualizado sobre os tributos incidentes sobre as suas atividades e, principalmente, sobre as obrigações de sua PJ – Pessoal Jurídica, especialmente perante o governo.

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4. Atente-se para os seus contratos

Ao trabalhar como PJ você se tornará um prestador de serviços e a sua contratação, na maioria das vezes, se dará por meio de contratos. Por isso é de suma importância prestar bastante atenção em cada uma das cláusulas contratuais a que você se obrigará antes de assinar o contrato. Caso você não tenha afinidade com contratos, conte com a ajuda de um advogado para evitar ciladas.

5. Emissão de Notas Fiscais

Apesar de o trabalho autônomo ter crescido significativamente nos últimos anos no Brasil, muitos profissionais ainda não sabem os procedimentos para emitir a nota fiscal para os seus clientes, o que é algo importante na formalização dos negócios.

Para a emissão da Nota Fiscal não é obrigatório que você necessariamente abra uma empresa, bastando, por exemplo, a realização de um cadastro como profissional autônomo junto à prefeitura da sua cidade; mas é muito recomendado que o profissional autônomo seja uma pessoa jurídica por questões, inclusive, de Imposto de Renda.

A grande vantagem da emissão de nota fiscal feita por autônomos é que o profissional ficará em conformidade com a legislação vigente, evitando aborrecimentos futuros, além de dar à sua atividade uma “cara” mais profissional. Quem não gosta de deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente à noite, não é mesmo?

6. Aprenda a negociar

Uma situação muito comum de se acontecer ao optar por trabalhar como PJ é rescindir o contrato de trabalho via CLT para continuar trabalhando apenas como PJ na mesma empresa. Nesse caso, é necessário que haja uma negociação com o contratante na tentativa de assegurar benefícios a que o profissional não mais terá direito, como, a exemplo, férias, 13º salário e outros. Porém, caso não seja possível assegurá-los, procure negociar algum tipo de benefício adicional além do salário para que a mudança realmente valha a pena.

7. Seja firme em seu posicionamento

Um trabalhador do regime PJ é um prestador de serviços e não mais um simples subordinado. Todos os seus serviços devem ser estipulados por contratos e, quaisquer mudanças ou trabalhos adicionais também devem ser inseridos em tal documento. Para trabalhar como PJ é preciso ser firme para que as empresas entendam a sua posição e lhe respeitem ainda mais como profissional.

Levando em consideração os pontos abordados no presente artigo, bem como outros pontos específicos de sua realidade profissional e pessoal, haverá grande possibilidade de você tomar uma decisão muito correta no que diz respeito a se trabalhar ou não como PJ.

Não deixe de ler os demais artigos relacionados ao tema empreendedorismo. Uma boa formação é imprescindível ao seu sucesso profissional.

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